19/01
Porteiro: valorize este importante profissional
Sendo a segurança um dos principais motivos para as pessoas optarem em residir ou trabalhar em edifícios, o porteiro tem um papel relevante na rotina dos moradores e visitantes.
Seus serviços se tornaram mais amplos, sendo o porteiro um auxiliar do síndico, um representante da administração, pois ele, além de cumprir as orientações e ordens do síndico, tem o dever de alertar e impedir que os moradores e visitantes descumpram o regimento interno e as deliberações da assembléia.
Numa conversa com o porteiro José Antônio, que prestou serviços em prédios de vários padrões, ouvi um relato quem e estimulou a escrever esse artigo. As dificuldades que ele relatou ocorrem em qualquer condomínio. Os problemas decorrem da falta de posicionamento do síndico ou da administradora que, diante de uma reclamação de um morador, deixa de dar o necessário apoio ao porteiro que agiu para cumprir o que lhe foi determinado.
Há prédios que impõem a norma que o morador, ao chegar ao portão da garagem, deve abaixar o vidro do carro para que o porteiro o identifique. Ocorre que há morador que se recusa a abaixar o vidro e reclama se o porteiro não abre o portão de imediato. Muitos condomínios proíbem a subida ao apartamento de entregadores de serviço delivery, multam quem colocar algum móvel ou objeto que não seja automóvel na vaga da garagem, ou aquele que sobe no elevador social com seu cão sem coleira.
Ocorre que o porteiro é cobrado pelos moradores para chamar a atenção do morador que não observa as normas do condomínio e as infringe.
Na realidade, o porteiro é colocado constantemente em situações delicadas. Ao chamar a atenção do morador, muitas vezes, uma pessoa com alto poder aquisitivo e com e l e v a d o grau de instrução, o porteiro é "atacado". O infrator, mal educado, entende ser ofensivo o alerta, se faz de vítima de uma afronta que não existe. E a s s i m , acha que pode fazer baderna, barulho e "que paga para ter tal direito". Infelizmente algumas pessoas esquecem que as normas são feitas para todos logo, deverão ser respeitadas. Sendo descumpridas, cabe ao porteiro, como representante do síndico e da coletividade, lembrar e até impedir que a infração seja cometida. Infelizmente, vemos que cursos superiores e poder aquisitivo não são garantia de boa educação e de atitudes gentis. Ao contrário, alguns tentam utilizarse desse desequilíbrio de forma infeliz, e assim tratam com desrespeito o porteiro que amanhã poderá lhe salvar a vida ao impedir um assalto.
Fonte: Jornal Pampulha - Por Kênio Pereira